A aquisição foi o primeiro passo.
A rua, a luz e as proporções foram a razão da compra. Do lado de dentro, uma distribuição pensada para outra época, à espera de receber a sua.

Organização, paredes, circulação e luz, redesenhadas do primeiro reconhecimento até aos desenhos de execução. E o custo a nascer ao lado deles, pela mesma equipa que vai estar no local.
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Cada propriedade guarda uma versão de si própria que nunca chegou a existir. É esta versão que procuramos capturar. E quando aparece, é difícil imaginar que alguma vez tenha sido algo completamente diferente.
O outro caminhoA rua, a luz e as proporções foram a razão da compra. Do lado de dentro, uma distribuição pensada para outra época, à espera de receber a sua.
Um dia é feito de rituais, e alguns deles já não cabem onde nasceram. A mesa que passou a receber mais gente, o fim de tarde que mudou de divisão, a hora que ainda não tem lugar próprio.
Uma residência que passa a receber hóspedes. Um piso que deixa de ser escritório. Um propósito novo, dentro das mesmas paredes.
Um apartamento de 1942, no Saldanha, e o ano em que voltou a fazer sentido.
01
1. Luz e materiais
Onde a luz entra depende de paredes e de vãos, e nenhum acabamento a corrige mais tarde. Só depois se escolhe o que vai receber essa luz.
02
2. A metade que se sente
A acústica entre divisões. A luz às sete da manhã. O som de uma porta a fechar. Nada disto aparece numa fotografia, e é tudo isto que decide se é agradável estar ali.
03
3. Proporção intacta
Uma planta dá sempre mais um quarto. Custa à propriedade a sua proporção, e a proporção é a única coisa que não se acrescenta mais tarde. Quando as duas entram em conflito, fica a proporção.
04
4. A sequência ordena
Uma planta é um conjunto de divisões. Um dia é uma sequência: onde se pousa o que se traz, onde a luz encontra alguém.

O que os nossos clientes dizem quando não estamos na sala.